
Venha visitar!!!
Exposição coletiva que reúne as fotografias panorâmicas produzidas por um dos mais representativos grupos de fotógrafos do Brasil. Retoma uma das discussões mais palpitantes deste momento de transição de tecnologia: a fotografia está morta, viva a fotografia! 63 imagens.
ONDE: Museu da Imagem e do Som – Avenida Europa, 158, Jardim Europa
QUANDO: Abertura: 18 de maio às 20:00 hs
VISITAÇÃO: 19 de maio a 19 de junho
HORÁRIO: ter. a dom. das 10h às 20h
INFORMAÇÕES: 3062-9197
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Esta exposição nasceu de uma interlocução permanente entre vários fotógrafos, sobre o cotidiano do fazer fotográfico. De como manter acesa a chama, daqueles primeiros momentos da consciência que se estava produzindo algo que, de alguma forma trazia novos elementos para a realidade, usando de formas muito diversas e pessoais a história e a experiência de vida própria, dando inicio ao processo da criação artística.
A busca individual pela sobrevivência, em geral, molda os fazeres à necessidade de cada momento, levando a um embotamento do processo criativo. A possibilidade de uma realização plena é para muitos profissionais da fotografia algo muito distante e até mesmo fora da compreensão racional da sua real necessidade como potencial renovador e capacitador.
A pesquisa de novos elementos que possam levar a um novo espaço criativo, para execução de trabalhos, é na verdade vital para a sobrevivência de qualquer profissional de qualquer área em qualquer tempo.
Há cerca de cinco anos percebi uma movimentação apaixonada pelo formato panorâmico, trazendo de volta diversos fotógrafos que há muito ou nunca haviam se interessado pelo trabalho pessoal, ou seja, não comercial.
Pelas suas peculiaridades e dificuldades o formato traz um desafio saudável ao processo criativo, sendo uma porta para uma dimensão mais realista, sob o ponto de vista do observador das imagens. Num aparente naturalismo documental, dada as sensações de inclusão e abrangência, que estas imagens suscitam.
A linha horizontal sempre traz um acomodamento que tranqüiliza o observador, é o chão que nos suporta e protege. Esta familiaridade, concreta em principio, possibilita uma infinita gama de clichês pictóricos, muito utilizado na pintura e mais comumente no cinema.
Esta exposição traz de uma maneira lúcida e lúdica todo arcabouço das possibilidades documentais e experimentais que o domínio desta, talvez, linguagem... possibilita. Tanto do ponto de vista de suas técnicas de execução, quanto nos seus meandros formais de interação objetiva e subjetiva com o observador.
Utilizando de uma câmera descartável ao buraco de agulha até a mais nova tecnologia de realidade virtual, em penetráveis, seqüências ilusionistas, objetos tridimensionais, painéis no “formato bienal”, e até mesmo, fotos em seqüência narrativa.
Se estender mais aqui sobre a capacidade de indagação do trabalho destes artistas – fotógrafos – pesquisadores, seria somente para dizer o quanto é prazeroso dividir angústias, que suscitam este tipo de resultados. Pois o que veio à luz após uma meia dúzia de telefonemas, é tudo o que se espera de pessoas deste nível e calibre.
Diversos trabalhos foram desenvolvidos especialmente para esta mostra, e quase todos são inéditos. O que demonstra, pelo nível dos trabalhos apresentados, o quanto deve existir esquecido em arquivos, de projetos já realizados e o potencial que é possível em uma realidade que premie o mérito e o trabalho.
Fausto Chermont, São Paulo, maio 2005
Idealizador da mostra – Coletivo Fotográfico

Panoramica da exposição